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Monday, July 4, 2016

Vladimir Putin -- ENCONTRO DOS EMBAIXADORES E DOS ENVIADOS PERMANENTES DA FEDERAÇÃO DA RÚSSIA


ENCONTRO  DOS EMBAIXADORES E DOS ENVIADOS PERMANENTES DA FEDERAÇÃO DA RÚSSIA
Vladimir Putin discursa perante o oitavo Encontro dos Embaixadores e dos Enviados Permanentes da Federação da Rússia
  Meeting of Russian Federation ambassadors and permanent envoys.
Junho 30, 2016
14:10
Moscovo

Presidente da Rússia Vladimir Putin: Colegas, é um prazer recebê-los neste encontro tradicional, no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Deixem-me começar por agradecer ao Chefe do Ministério dos Negócios Estrangeiros, à equipa e a todos os que trabalham nas nossas missões no exterior, pelo profissionalismo e dedicação ao seu trabalho. Estou convicto de que todos vão continuar a trabalhar da mesma maneira, bem coordenada e eficaz.

A Rússia segue uma política externa independente e procura desenvolver relações abertas e honestas, com todos os países, no Ocidente, Leste, Sul e Norte. A Rússia procura relações construtivas mutuamente vantajosas, na mais ampla variedade de sectores. Não impomos aos outros, a nossa vontade ou os nossos valores, cumprimos integralmente as disposições do direito internacional e defendemos, sistematicamente, o papel fundamental das Nações Unidas e do Conselho de Segurança para a resolução dos problemas globais e regionais.

Como sabem, o mundo de hoje está longe de estar estável e a situação está a tornar-se, repetidamente, menos previsível. Está a acontecer uma grande mudança  em todos os domínios das relações internacionais. A competição pela influência e pelos recursos está a aumentar. Ao mesmo tempo, vemos confrontações entre as diversas visões sobre a maneira de construir os mecanismos de governança global no século XXI e as tentativas levadas a cabo por alguns, para colocar de lado todas as regras e convenções em geral.

Tudo isso faz com que seja mais difícil organizar esforços multilaterais eficientes para resolver as crises e ajuda a criar novos focos de tensão. O potencial para o conflito continua a crescer. A segurança, os riscos económicos e humanitários não estão a diminuir mas estão a aumentar, multiplicando-se e propagando-se ainda mais, em todo o mundo.

A minha convicção é que, só através do diálogo e do trabalho conjunto, poderemos evitar crises perigosas e evoluções não controladas. A comunidade internacional deve fazer progressos no estabelecimento de uma ordem mundial mais justa,  construída sobre princípios de segurança comum e indivisível, e de responsabilidade colectiva.


O mundo de hoje é claramente mais interdependente e os problemas que os nossos países enfrentam são,  em grande parte, desafios comuns. Não há necessidade de provar o que actualmente,  é inequívoco por si mesmo. Por esta razão, digo novamente que a cooperação, a determinação comum e a boa vontade em obter compromissos, são a chave para resolver os problemas maiores e mais complexos, seja qual for a região do mundo onde surjam.

No entanto, vemos como alguns dos nossos parceiros continuam com as suas tentativas persistentes em manter o monopólio do seu domínio geopolítico. Usam séculos de experiência para suprimir, enfraquecer e instigar os adversários uns contra os outros e influenciar a seu favor, os recursos políticos, económicos, financeiros e, presentemente, também os meios de informação.

Com esta explicação, quero referir, por exemplo, a prática de intervir nos assuntos internos de outros países, provocando conflitos regionais, exportando as chamadas “revoluções coloridas”, etc.  Ao continuar com esta política, por vezes, eles aceitam como cúmplices,  terroristas, fundamentalistas, nacionalistas da extrema direita e mesmo neo-fascistas declarados.

Temos provas directas do dano que essa política provoca,  precisamente nas nossas fronteiras. Para nosso grande pesar, há dois anos, a Ucrânia foi englobada na lista das regiões  problemáticas, onde as chamas do conflito interno foram espalhadas à custa de vidas humanas,  de destruição de laços económicos e de ondas de refugiados a caminho da Rússia.

Sinceramente, queremos ver a crise ucrâniana resolvida o mais rapidamente possível e vamos continuar a trabalhar para a resolução da mesma com os outros participantes do formato da Normandia    e com os Estados Unidos. Queremos ver uma Ucrânia que seja uma boa vizinha e uma parceira previsível e civilizada, a viver em paz, na sua pátria e no mundo. Mas para que tal aconteça, as autoridades de Kiev devem finalmente despertar para a necessidade de um diálogo directo com Donbass, com Donetsk e Lugansk e devem levar a cabo integralmente, as obrigações resultantes dos acordos de Minsk.

É inaceitável a prolongar a crise ucrâniana e culpar outros por essa situação, particularmente a Rússia. Só piora a situação, que já não é saudável, no continente europeu e agrava as consequências do grande erro que foi a decisão da NATO de expandir-se para Leste, em vez de começar a construir, juntamente com a Rússia, como parceira de pleno direito, uma nova arquitectura para obter  segurança,  igual e indivisível, desde o Atlântico até  ao Pacífico.

Hoje, a NATO parece estar a exibir um espectáculo, devido à sua postura  contra a Rússia. A NATO não só procura encontrar nas acções da Rússia, pretextos para afirmar a sua própria legitimidade e a necessidade de sua existência, mas também está a tomar medidas de verdadeiro confronto. Actualmente, desapareceu a mítica da ameaça nuclear iraniana. Como disse publicamente, em muitas ocasiões, a ameaça nuclear iraniana foi usada para justificar a necessidade de criar um sistema de defesa antimísseis, mas vemos que continua a trabalhar para construir a infraestrutura deste sistema na Europa Oriental. Regressando ao momento em que esses planos estavam a ser elaborados, dissemos que essa ameaça era um engano, um fetiche, um mero pretexto. E é isso,exactamente, o que ela era. O número de exercícios militares tem aumentado perigosamente, inclusivé no Mar Negro e no Mar Báltico. Estamos a ser acusados constantemente de actividade militar, mas aonde? Somente dentro do nosso território. É suposto que de sendovemos  aceitar como uma situação normal, o reforço militar junto às nossas fronteiras. Forças de reacção rápida estão a ser implantadas na Polónia e nos países bálticos,e há um aumento de armas ofensivas. Toda esta situação  procura minar a paridade militar alcançada ao longo de um período de décadas.

Deixem-me dizer que mantemos uma vigilância constante sobre tudo o que está a acontecer. Sabemos o que constitui uma resposta adequada nesta situação e, claro que iremos responder,  se for necessário, no futuro. No entanto, não vamos deixar-nos intoxicar por estas paixões militares. Parece que os outros estão a tentar empurrar-nos e, dessa maneira, a provocar-nos para uma corrida ao armamento, cara e fútil, a fim de desviarmos os recursos e os esforços das nossas tarefas prioritárias, do desenvolvimento socio-económico do nosso país. Não vamos fazê-lo, mas iremos sempre assegurar uma defesa confiável, bem como acautelar a segurança do nosso país e dos seus cidadãos.

A intervenção militar no Iraque e na Líbia são os exemplos mais nítidos desta política irresponsável e equivocada que levou a um aumento do terrorismo e do extremismo. Hoje está claro para todos que esta política tem contribuído para o aparecimento de organizações ameaçadoras, como o Estado Islâmico (Daesh). Os terroristas tentaram tirar vantagem - e foram bem sucedidos - do colapso dos sistemas estaduais, e falando francamente,  dos resultados das experiências desajeitadas em exportar a democracia para partes do Médio Oriente e Norte da África. Presentemente, todos falam sobre esse assunto. Seria engraçado se não fosse tão triste e se não fosse a causa de tantas tragédias.

A ameaça terrorista aumentou significativamente e, neste momento, desafia a segurança global. É verdade que os terroristas ainda não possuem todas as instalações, equipamentos e armamento militar moderno, mas eles já conseguiram apreender armas químicas. As suas acções estão a espalhar-se muito para além dos limites de uma única região e é difícil prever onde podemos esperar novos ataques relevantes.

A Síria encontrou-se no epicentro da luta contra o terrorismo. Não é exagero dizer que o futuro da Síria será decisivo não só para o futuro do Médio Oriente. É na Síria que a luta contra o terrorismo está a ser decidida, a luta contra este mesmo Estado Islâmico que reuniu terroristas e extremistas de todos os matizes sob as suas bandeiras e  que os uniu no desejo de expandir-se através de todo o mundo muçulmano.

Sabemos que eles estabeleceram o objectivo de ganhar redutos na Líbia, no Iémen, no Afeganistão e nos países da Ásia Central, que são regiões ao longo das nossas fronteiras. Por este motivo é que respondemos em Outobro passado, ao pedido do governo sírio para ajudarmos na luta contra este ataque terrorista. Gostaria de agradecer, mais uma vez, aos nossos militares, que fizeram tudo o que puderam para fazer recuar os terroristas, impedir uma intervenção armada externa ilegítima nos assuntos da Síria e preservar a soberania do Estado sírio. A diplomacia da Rússia também desempenhou um papel positivo no desenrolar destes acontecimentos.

Ao mesmo tempo, actuando em conjunto com os Estados Unidos e com outros parceiros, conseguimos pôr em prática um cessar-fogo em partes da Síria. Este episódio reafirma ainda mais o que disse antes sobre o facto de que podemos, apenas, resolver os problemas mais graves de hoje, se trabalharmos juntos.

Lançámos um processo interno de negociação sírio. Claro que sabemos que ainda estamos muito longe de chegar a uma solução final, mas a experiência que adquirimos ao longo destes últimos meses na Síria, mostra muito claramente que, como disse, apenas através de esforços comuns e de trabalhar para a ampla frente anti terrorista, que a Rússia sempre defendeu, é que poderemos ser bem sucedidos a contrabalançar as ameaças, a combater o terrorismo e a resolver outros desafios que a Humanidade enfrenta hoje.

A base das conversações do 15º aniversário da Organização de Cooperação da cimeira de Shangai, na semana passada, em Tashkent, foi precisamente esta, na qual consideramos medidas comuns para garantir a segurança na Ásia Central, concordamos em intensificar os nossos contactos políticos, económicos, culturais, humanitários e de informação, e ponderar o alargamento da organização numa base prática, com a adesão da Índia e do Paquistão. Reamlente foi um passo político significativo. Gostaria também de dizer que o mesmo só foi possível, através do nível sem precedentes de cooperação e confiança na relação entre a Rússia e a República Popular da China.

Gostaria igualmente de mencionar a situação com o nosso vizinho do sul, a Turquia. Ontem, como sabem,  falei com o presidente turco. Também devem saber que Ancara pediu desculpas pelo avião de caça russo que foi derrubado. Dada esta situação, planeamos começar a tomar medidas, muito em breve, para restaurar a nossa cooperação bilateral.

Uma das nossas prioridades é, certamente,  reforçar a parceria estratégica na região euro-asiática. Juntamente com a Bielorrússia, o Cazaquistão, a Arménia e o Quirguistão, estamos a elaborar um projecto de grande integração que é a União Económica da Eurásia, EAEU, como designamos abreviadamente.

Dentro desta união, não estamos apenas a afastar todas as barreiras ao comércio e ao movimento de investimento, mas também estamos a criar um espaço socio-económico comum, baseado nos princípios da Organização Mundial do Comércio (OMC=WTO),  com uma política partilhada em muitos sectores económicos e com normas comuns. Estamos a desenvolver a cooperação industrial e tecnológica e estamos a levar a cabo programas educacionais e de investigação, conjuntos.

Claro que a União Económica da Eurásia procura a cooperação com outros países e organizações de integração com base na liberdade, na abertura e no respeito pelas regras universalmente aceites do comércio global. A EAEU está em consultas com mais de 40 países e organizações internacionais sobre o estabelecimento de zonas de comércio livre. Já assinamos um acordo de comércio livre  com o Vietnam, estamos a negociar com Israel e com a Sérvia e, em breve, começaremos a encarar um acordo com o Egipto.

Durante a minha visita à China, na semana passada, iniciamos negociações sobre o estabelecimento de um comércio global e de parceria económica na Eurásia,  baseado na União Económica da Eurásia e no projecto chinês Rota Económica da Seda. Vemos estas diligências como um primeiro passo para a criação da uma ampla parceria euro-asiática que irá envolver os membros da EAEU, outros Estados da CEI, da China, da Índia,  do Paquistão e, no futuro, também do Irão. Deixem-me acrescentar que esta ideia também recebeu o apoio dos líderes do Sudeste Asiático na cimeira  da Rússia-ASEAN, em Sochi, em Maio.

Debati o desenvolvimento de uma cooperação estreita e respeitosa, entre a EAEU e a União Europeia, durante o Forum Económico Internacional de São Petersburgo, com presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker e o Primeiro Ministro italiano, Matteo Renzi.

Claro que, de momento, os europeus não estão a passar por um período fácil. Vemos o que está a acontecer e compreendemos a situação. O resultado do referendo da Grã-Bretanha para deixar a União Europeia abalou os mercados, mas penso que, a médio prazo, tudo entrará novamente no bom caminho.

O que gostaria de salientar a este respeito, é que o 'Brexit' é a escolha feita pelo povo da Grã-Bretanha e não temos o direito, nem iremos interferir, neste processo. No entanto, iremos, seguramente, acompanhar estes acontecimentos de perto e seguir as conversações entre Londres e Bruxelas e as potenciais consequências para a Europa e para todos nós. Certamente, o efeito traumático deste referendo far-se-á sentir ainda durante muito tempo. Veremos como  é que todas as partes irão colocar os princípios democráticos em prática.

Deixem-me também salientar que a Rússia não abandonou a ideia de criar um espaço económico e humanitário comum desde o Atlântico ao Pacífico, juntamente com a União Europeia, mas também penso que será a política mais promissora em termos de garantir, a longo prazo, o desenvolvimento sustentável  de todo o continente euro-asiático.

Quanto aos Estados Unidos, como sabemos, a campanha presidencial está agora na  fase final. Respeitaremos, naturalmente, a escolha dos eleitores americanos e estamos prontos para trabalhar com quem quer que seja o próximo presidente.

Além disso, o que queremos é trabalhar em estreita cooperação com os Estados Unidos sobre os assuntos internacionais, mas não aceitaremos a abordagem de parte dos ‘poderes estabelecidos’ norte-americanos, que pensam que podem decidir em que áreas vamos cooperar e em que áreas eles irão aumentar a pressão, inclusivé, por meio de sanções. Diligenciamos conseguir uma parceria baseada na igualdade e na consideração dos interesses de cada uma das partes. Só estando de acordo com este fundamento, é que podemos trabalhar juntos.

Resumindo, gostaria de dizer que a diversidade e a complexidade dos problemas internacionais, as ameaças e os desafios que a Rússia enfrenta hoje, exigem o aperfeiçoamento constante da nossa série de ferramentas diplomáticas nas esferas políticas, económicas, humanitárias e de informação.

Neste momento, o trabalho está quase a terminar no que diz respeito à elaboração do novo documento da concepção da política externa da Rússia, que define a direcção do trabalho activo para promover a paz e a estabilidade internacional e defender uma ordem mundial justa e democrática com base na Carta das Nações Unidas.

A diplomacia russa deve ter um papel mais activo para ajudar a resolver os conflitos actuais e evitar a eclosão de novos focos de tensão e de conflito, especialmente ao longo das nossas fronteiras  e fortalecer, seguramente, a soberania e integridade territorial e proteger os interesses do nosso país.

É importante criar uma atmosfera de cooperação e  relações de boa vizinhança com outros países e pôr em prática boas condições externas para o aumento da prosperidade dos nossos cidadãos e assegurar um desenvolvimento dinâmico da Rússia como um Estado de Direito, Estado democrático com uma economia de mercado orientada socialmente.

Para conseguí-lo, temos de alcançar melhores resultados no nosso trabalho no sentido económico, na nossa diplomacia económica e oferecer ajuda prática às nossas empresas para promover novos produtos e bens de consumo russos no estrangeiro, levar os seus aperfeiçoamentos de alta tecnologia para os mercados regionais e globais e aproximar-se das melhores invenções e tecnologias estrangeiras e  dos melhores modelos e métodos de gestão.

Os nossos diplomatas compreendem, obviamente, como é importante a batalha para influenciar e moldar a opinião pública, nos dias de hoje. Temos prestado muita atenção a estas questões  nos últimos anos. No entanto, hoje, como enfrentamos uma barragem crescente de ataques de informação desencadeados contra a Rússia por alguns dos nossos supostos parceiros, precisamos de fazer ainda mais esforços nesse sentido.

Estamos a viver na era da informação, e o velho ditado de que, ‘quem controla a informação controla o mundo’, resume, indubitavelmente, a realidade de hoje. Por vezes, há a impressão de que um facto não ocorreu, a não ser que os relatos da comunicação mediática o refiram. [O ex presidente francês] Jacques Chirac disse-me uma vez: "Você tem de aparecer nas câmeras fotográficas, caso contrário, vai parecer realmente como se nunca nos tivéssemos encontrado.". É assim que as coisas acontecem na prática.

Devemos colocar uma forte resistência ao monopólio da informação da comunicação mediática ocidental, incluindo o uso de todos os métodos disponíveis para apoiar os meios de comunicação russos a operar no estrangeiro. É certo que também temos de agir para combater as mentiras sobre a Rússia e não permitir falsificações da História.

Colegas, também gostaria de dizer algumas palavras sobre as decisões que tomamos para reforçar ainda mais o potencial do serviço de política externa da Rússia e criar condições para os nossos diplomatas trabalharem com um resultado melhor.

O nosso último encontro, em 2014 coincidiu com a ordem executiva presidencial sobre o reforço do sistema de pagamento de salários aos diplomatas, que aumentou substancialmente o seu apoio material, incluindo os regimes de pensões.

Recentemente assinei uma lei sobre os embaixadores plenipotenciários e extraordinárias no exterior e sobre os enviados permanentes nas organizações internacionais. Esta lei estabelece o estatuto de embaixadores da Rússia, define os seus poderes e prevê garantias sociais adicionais.

Também aprovamos uma resolução sobre os veteranos do serviço diplomático que se aposentaram antes de 1996. Esta resolução aumenta os pagamentos mensais adicionais à sua pensão de velhice. Sei que os chefes do Ministério dos Negócios Estrangeiros apresentaram uma proposta para melhorar o sistema de saúde do pessoal de serviço diplomático através do estabelecimento de um centro de reabilitação especializado. Apoio esta ideia e pedi ao Governo para elaborar as propostas relevantes para assegurar o financiamento do orçamento federal.

As autoridades continuarão a considerar cuidadosamente as vossas propostas para reforçar base material e os recursos humanos do serviço diplomático e assegurar garantias sociais para o pessoal diplomático e para os seus familiares. Neste momento, concluo a primeira parte das minhas observações. Agradeço aos nossos colegas dos meios de comunicação. Agora, iremos trocar algumas palavras à porta fechada.
Tradutora: Maria Luísa de Vasconcellos
Email: luisavasconcellos2012@gmail.com

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